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SEIS razões para você se livrar das grandes gravadoras!
A DIVERSIDADE MUSICAL IRÁ CRESCER
O modelo de negócios das grandes gravadoras requer que elas tenham uma linha regular de produtos compatíveis. A natureza intrínseca de suas operações produz música homogeneizada, projetada para formatos específicos do rádio e que são cientificamente tratadas para se encaixarem em modelos que produzem sucessos. Artistas são contratados e promovidos com base nas opiniões individuais dos executivos das grandes gravadoras e não pela popularidade de suas músicas. Quando as grandes gravadoras desmoronarem, a diversidade no meio da música irá florescer. Será uma revolução na cultura pop. As pessoas irão decidir o que será popular, e não o marketing. O JABÁ IRÁ ACABAR A décadas, os grandes selos têm controlado o que passa no rádio utilizando a velha prática do jabá, paga-se às rádios para tocar suas músicas. O jabá significa também a impossibilidade de selos independentes divulgarem suas músicas nas principais rádios. O Jabá é ilegal, porém as grandes gravadoras simplesmente contornam a lei patrocinando “promotores independentes” que pagam as estações de rádio. Enquanto as grandes continuarem a ter montanhas de dinheiro para jogar na promoção radiofônica, irá existir o jabá. Mas nós podemos tirar dinheiro desse sistema. Se nós pararmos de pagar pela música delas, poderemos acabar com o jabá. A MÚSICA INDEPENDENTE NÃO SERÁ MARGINALIZADA As grandes utilizam seu monopólio da distribuição e seu controle do rádio para impedir a competição da música independente no circuito principal. O Jabá acontece na mídia impressa também: se uma gravadora faz propaganda, ela recebe em troca críticas dos seus discos. Muitos círculos da música independente cresceram tão acostumados em serem marginalizados pelos grandes selos que eles simplesmente aceitam esta condição. Alguns até se orgulham de sua obscuridade – afinal, neste sistema obscuridade é sinônimo de ser fiel aos seus princípios. Mas não precisa ser desse jeito. Com a industria fonográfica em decomposição, a mídia e o público estarão tentando entender o que estará acontecendo. Se os selos independentes e os músicos discursarem contra as práticas injustas de negócios, eles poderão ampliar o debate e mudar o sistema. OS PROCESSOS JUDICIAIS IRÃO ACABAR As grandes gravadoras atingiram um nível mais baixo quando elas começaram a processar seus próprios fãs. Esses processos estão literalmente levando famílias à falência. O risco e o gasto de brigar contra os processos, ao invés de se chegar a algum acordo são altos. Mais de 400 pessoas viraram alvo da RIAA (Associação Americana da Industria Fonográfica), pode ser que não haja um único caso que seja decidido no tribunal. O único jeito de acabar com isso é parar de comprar CD’s que financiam esse processos. A LIBERDADE ARTÍSTICA IRÁ SE EXPANDIR Os artistas das grandes gravadoras acusam os burocratas de seqüestrarem o som e controlarem o produto final de seus trabalhos. O mecanismo é assim: o selo escolhe o produtor do álbum e este pode sempre recusar de lançá-lo; às vezes selos até destroem álbuns inteiros. E no final o selo – não o músico – é que detém o copyright de cada música. As grandes gravadoras também estão tornando ilegal ou proibitivo produzir músicas baseadas em samplers das suas músicas. Elas são donas de todos os copyrights e, ao menos que os músicos paguem para ‘legalizar’ cada sample, o equivalente musical de uma cópia se torna arte ilegal. O hip-hop e a música eletrônica são quem sofrem mais nessa atmosfera legalista e restritiva. Mas se derrubarmos o cartel do copyright, o problema será solucionado. OS MÚSICOS IRÃO GANHAR MELHOR O sistema das grandes gravadoras é a maior barreira que impede os músicos de ganharem dinheiro da venda de CD’s. Artistas dos grandes selos apenas começam a receber sua pequena parte dos royalties (5 a 10%) uma vez que vendem acima de 500.000 unidades. Músicos independentes conseguem uma margem maior, mas graças ao jabá não conseguem entrar no rádio e não alcançam uma larga audiência. Todas as coisas que as grandes fazem para manipular o negócio da música custa dinheiro. Milhões para o jabá, para os salários dos executivos, para as pobres escolhas dos novos artistas, para estúdios caríssimos – esse dinheiro vem dos músicos e dos fãs, mas nenhum benefício volta em contrapartida. Se cortarmos o desperdício, os fãs estarão aptos a apoiarem mais músicos gastando menos. Texto retirado e traduzido livremente do site: http://www.downhillbattle.org/ |